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Elon Musk contesta vitória de Lula após petista prometer regulação das redes sociais

Advogado ligado a Donald Trump também levanta hipótese de os EUA rejeitarem o resultado das urnas

Fotos: Pixabay/Reprodução | Ricardo Stuckert/PR

 

O empresário Elon Musk questionou o resultado das eleições presidenciais do Brasil no domingo (25). A manifestação ocorreu após o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT0 prometer a regulação das plataformas digitais em seu discurso de vitória. Em sua conta no X, Musk afirmou que a “conta não fecha” em relação aos votos do segundo turno.

Lula venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 51,78% dos votos válidos contra 48,22%. Musk publicou sua declaração ao compartilhar uma análise externa sobre o desempenho de ambos os candidatos. A etapa inicial da disputa havia terminado com a vitória de Flávio, com 51,31%.

A publicação divulgada no perfil do empresário detalhou os números das duas etapas. A mensagem original afirmava “1º turno (Bolsonaro): 56,1 milhões de votos. Lula: 53,9 milhões de votos”.

O mesmo texto destacou os dados finais, com 64,1 milhões (+10,2 mi) para Lula e 59,8 milhões (+3,7 mi) para Bolsonaro. O autor tentou justificar a improbabilidade matemática do cenário. “Todos os candidatos eliminados do primeiro turno tinham 9.33 milhões de votos juntos”, dizia o post reproduzido.

A lógica endossada por Musk ignorou fatores comuns à dinâmica eleitoral brasileira. A análise desconsiderou a redução da abstenção registrada na segunda etapa do pleito.

A métrica também omitiu a migração de eleitores antes propensos ao voto em branco ou nulo.

O questionamento internacional foi feito na esteira de críticas recebidas pelas grades empresas de tecnologia. O presidente eleito expressou o desejo de regulamentar o setor já no início de seu próximo mandato. Ele acusou as corporações de atuação direta contra a sua candidatura.

Lula abordou a questão logo no seu discurso de vitória. “Teríamos que vencer a intromissão vinda de fora através das plataformas digitais”, declarou. O petista também acrescentou: “Nós vamos ter que regular; não é possível que não tenhamos consciência de que o crime no mundo digital tenha que ser tratado como crime cometido na vida real”.

O cenário internacional contou ainda com reações de figuras ligadas à política dos Estados Unidos. O advogado Martin De Luca representa a empresa do presidente americano Donald Trump. Ele sugeriu uma possível recusa do país norte-americano em reconhecer a legalidade das urnas brasileiras.

O advogado publicou sobre o assunto em seu perfil no X. “Há uma preocupação crescente no Brasil de que os EUA e outros países possam não reconhecer o resultado do pleito, diante das graves irregularidades que vieram à tona no momento do encerramento da votação”, escreveu De Luca.

O representante norte-americano fundamentou sua desconfiança com base em eventos ocorridos no domingo. Ele citou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), com a determinação de prorrogar o horário das eleições para às 19h. A recusa de Flávio Bolsonaro em admitir a derrota completou o argumento.