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SP envia bombeiros e equipamentos para combater alta de incêndios no Amazonas

Ação integrada entre estados e governo federal atua no combate a queimadas em 36 municípios amazonenses em situação de emergência

Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

​O Governo do Estado de São Paulo deu início, nesta segunda-feira (12), a uma força-tarefa no Amazonas para apoiar o combate aos incêndios florestais em áreas de difícil acesso. Pelo menos 36 municípios amazonenses encontram-se em situação de emergência decretada pelo Governo Federal devido às queimadas.

​O Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de SP realizou, na manhã desta segunda, o reconhecimento das áreas atingidas. Os militares avaliaram as condições do terreno, os focos ativos e as estratégias necessárias para o combate.

​Nesta primeira etapa, 24 bombeiros atuam divididos em duas frentes de trabalho. Doze militares trabalham no combate direto às chamas e outros 12 executam atividades de reconhecimento e avaliação.

​A operação conta com apoio aéreo para identificação de pontos de calor por meio de imagens térmicas. Os dados auxiliam no direcionamento dos bombeiros em solo e na definição das estratégias de ação.

​A colaboração de São Paulo contempla a doação de materiais para reforço das equipes locais. Desde domingo (11), o estado enviou retardantes de incêndio, drones, cisternas e equipamentos de geração de energia.

​O Governo Federal também enviou suporte para reforçar as ações, incluindo dois aviões da FAB (Força Aérea Brasileira). Outras seis aeronaves participam da mobilização (quatro aviões Air Tractor e dois helicópteros).

​O Amazonas conta com o trabalho de 290 brigadistas federais na contenção das chamas.

​Nos dez primeiros dias de outubro deste ano, o estado registrou 1.380 focos de incêndio, valor que representa aumento de 271% em comparação aos 372 registros do mesmo período do ano passado. Até domingo, o monitoramento contabilizou 1.521 incêndios ativos desde o dia 1º de outubro.

​Os dados foram apurados pelo Painel do Fogo, do Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), órgão integrante do Ministério da Defesa.

​Segundo o painel, a maioria das ocorrências (1.186) foi registrada em áreas públicas. Outros 93 focos ocorreram em propriedades privadas e 101 em áreas sem definição.

​Entre as 1.380 ocorrências iniciais do mês, o Censipam classificou 174 como relacionadas ao desmatamento. Os demais focos não indicam uma causa específica registrada.