JUSTIÇA


Justiça condena líderes do PCC por plano de atentados com carros-bomba

Sentença estabelece penas de até 7 anos de reclusão para 6 integrantes da facção criminosa por articulações contra órgãos públicos

Foto: Agência Brasil

A Justiça Federal de Rondônia condenou seis integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) por participação em planos de ataques contra prédios públicos e agentes penitenciários. A sentença judicial estipulou penas entre 4 e 7 anos de reclusão para os réus.

Os condenados a regimes fechados são Abel Pacheco de Andrade, Wanderson Nilton de Paula Lima e Roberto Soriano. Alexandro Gonçalves dos Santos também recebeu pena em regime fechado, enquanto Camilla Marques Margatto e André Luiz Soares de Oliveira cumprirão pena em regime semiaberto.

Planos de atentados

As investigações apontam que a cúpula da facção articulou os planos criminosos denominados Projeto Pé de Borracha e Projeto Morada do Sol. As autoridades descobriram os esquemas no ano de 2018 por meio da apreensão de bilhetes na Penitenciária Federal de Porto Velho.

O Projeto Pé de Borracha previa ataques com carros-bomba e explosivos C-4 contra centros financeiros das cinco maiores capitais do país. A motivação principal consistiu na insatisfação dos detentos com a suspensão das visitas íntimas e com as regras do sistema penitenciário federal.

Ameaças a agentes públicos

O Projeto Morada do Sol abrangeu o planejamento de atentados e sessões de tortura contra servidores públicos federais lotados na unidade prisional de Rondônia. O grupo criminoso pretendia utilizar os agentes custodiados como moeda de troca para obter vantagens nas prisões.

O processo registrou o desmembramento de um dos acusados, ao passo que outros 8 réus foram absolvidos por falta de provas. A defesa dos réus não emitiu manifestações imediatas sobre a decisão judicial.