ECONOMIA


Dívida bruta do governo sobe para 82,5% do PIB em julho e chega a R$10,9 tri

Resultado revela maior nível de endividamento desde abril de 2021, período marcado pela pandemia de Covid-19

Foto: Daniel Dan/Pexels

 

A dívida bruta do governo atingiu 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em julho, o equivalente a R$10,9 trilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (31) pelo Banco Central (BC).

O resultado representa alta de 0,6 ponto percentual em relação a junho. Esse é o maior nível de endividamento desde abril de 2021, período marcado pela pandemia de Covid-19. Naquele mês, a dívida bruta correspondia a 82,6% do PIB.

O indicador considera as dívidas do governo federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e dos governos estaduais e municipais. Segundo o BC, a elevação registrada em julho foi provocada principalmente pelos juros nominais apropriados e pelas emissões líquidas de dívida.

Com a trajetória de alta registrada nos últimos anos, a dívida pública voltou a níveis próximos aos observados durante a pandemia. O recorde da série ocorreu em dezembro de 2020, quando o endividamento chegou a 87,7% do PIB.

Em julho, o setor público consolidado, formado pelo governo federal, estados, municípios e empresas estatais, com exceção de bancos e da Petrobras, registrou superávit primário de R$1,4 bilhão. No mesmo mês de 2025, havia sido registrado déficit de R$66 bilhões.

O governo federal apresentou superávit de R$11 bilhões. Já os governos regionais registraram déficit de R$8,5 bilhões, enquanto as empresas estatais tiveram resultado negativo de R$1,1 bilhão. No acumulado de janeiro a julho de 2026, o setor público registra déficit primário de R$78,8 bilhões.

O Banco Central também acompanha o déficit nominal, indicador que inclui, além do resultado primário, os gastos do governo com o pagamento de juros da dívida pública. No acumulado de 12 meses até julho, o déficit nominal alcançou R$1,239 trilhão, o equivalente a 9,34% do PIB. O resultado representa uma redução de 0,64 ponto percentual do PIB em relação ao mês anterior. Com informações do jornal A Tarde.