JUSTIÇA


Fachin rechaça populismo e afirma que Judiciário ‘não tem nada a esconder’

Presidente do STF defendeu a transparência na remuneração de magistrados durante evento no CNJ

Foto: Antonio Augusto/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fanchin, declarou nesta terça-feira (18), que o Poder Judiciário “não tem a esconder”. A manifestação ocorreu no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), durante o lançamento da cartilha “Remuneração de Magistrados e Magistradas: Perguntas Frequentes”.

O magistrado citou a parábola bíblica do joio e do trigo para defender que o tema da remuneração de juízes não pode ocorrer de maneira simplificada. Segundo Fachin, críticas e problemas sobre o Judiciário não devem ser motivados por generalizações que atacam a instituição como um todo.

O presidente da Corte também criticou a atuação do populismo e o risco de “erosão” das instituições. Ele ressaltou que o Judiciário presta contas e reafirmou a lisura do trabalho da magistratura.

“Temos orgulho da atuação de ambas as instituições, bem como de magistrados e magistradas brasileiros que exercem o seu labor honesto, atendendo a população por todo o país e julgando com lisura e produtividade ímpares. Esse é um tema que não comporta indevida simplificação. Faz-se necessário separar, se me permite a expressão, o joio do trigo”, declarou Fachin.

O ministro completou a declaração com uma alerta sobre estratégias autoritárias no debate público. “Há uma forma de populismo que opera nos dias de hoje no Brasil pela erosão das instituições. O seu método autoritário é conhecido. Simplificam-se problemas complexos, transformam-se exceções em representações do todo e pela repetição converte-se a crítica necessária em uma narrativa permanente de ilegitimidade”, disse o magistrado.