POLÍTICA


Solla rebate críticas de ACM Neto sobre atuação de Jerônimo na saúde e segurança

Deputado citou dados sobre construção de hospitais no estado e destacou relação de empresa do ex-prefeito com Banco Master e Reag Investimentos

Foto: Rachel Nascimento/ MundoBA

 

Em entrevista ao MundoBA nesta quarta-feira (12), o deputado federal Jorge Solla (PT) comentou sobre as críticas do ex-prefeito de Salvador e candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União), ao governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT).

Mais cedo, o candidato do União Brasil afirmou que as mortes de pacientes na fila da regulação da saúde estadual e o avanço da violência o motivaram a disputar o governo da Bahia contra Rodrigues.

“Eu não me sinto representado por Jerônimo pelas coisas que ele prometeu há quatro anos e não cumpriu, mas principalmente quando a Bahia em primeiro lugar em número de homicídios do Brasil, cinco das dez cidades mais violentas desse país. As pessoas morrendo na fila da regulação à espera de consultas, exames e atendimentos”, relatou, durante sabatina promovida pela Rede Bahia.

Em resposta, o deputado defendeu a atuação do governador no setor da saúde e citou dados históricos sobre a construção e funcionamento de hospitais no estado.

“Em menos de 4 anos, Jerônimo fez mais pela saúde da Bahia que o grupo dele [ACM Neto], do avô e aliados fizeram quando governaram. O HGE [Hospital Geral do Estado] foi iniciado por Waldir Pires e inaugurado por Nilo Coelho. Depois, só entregaram 3 hospitais estaduais”, declarou Solla.

“Até 2006 a rede de hospitais estaduais da Bahia era menor do que a de Pernambuco, do Ceará, do DF e de todos os estados do Sul e Sudeste. Hoje, é a segunda maior do país, só com menos unidades hospitalares e leitos do que a de SP”, completou.

Na área da segurança, o deputado ironizou as críticas de Neto e destacou os repasses feitos pelo do Banco Master e pela Reag Investimentos, ambos alvos de investigações da Polícia Federal, à empresa A&M Consultoria Ltda., de propriedade do ex-prefeito e sua esposa. “Ele precisa explicar a ‘consultoria’ dele pela qual recebeu milhões do Banco Master e da Reag Investimentos e não tem uma folha de papel escrita para apresentar como produto nem relato de uma única reunião”, argumentou.

Em abril, cruzamentos com documentos enviados pelo Banco Master à Receita Federal revelaram que o montante pago à A&M Consultoria Ltda foi de R$5,45 milhões entre 2023 e 2025. À época, o candidato ao Governo da Bahia negou qualquer irregularidade e afirmou que o valor era fruto de serviços legais de consultoria empresarial prestados após deixar o cargo público.

Solla ainda mencionou a tentativa de convocar ACM Neto para depor na CPI do Crime Organizado, no Senado Federal. “O objetivo era fazer com que ele explicasse a natureza dos serviços prestados e os milhões recebidos das empresas investigadas”, explicou. O colegiado, no entanto, retirou de pauta o pedido de convocação de ACM Neto, solicitada pelo senador Humberto Costa (PT-PE).