POLÍTICA


Projeto contra misoginia não deve ser votado antes das eleições

Presidente da Câmara diz que só colocará tema em votação se houver consenso entre as partes

Mesmo com o apelo da primeira-dama, Janja Lula da Silva, para votar o PL da Misoginia na Câmara dos Deputados, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), tem dito que só pautará o projeto se houver consenso entre os partidos da oposição, como o PL e o Novo — que são contra a proposta — e o partido governista, que pedem que o texto vá ao plenário.

Nesta terça-feira (11), Janja cobrou dos governistas mais empenho no avanço da pauta ainda antes das eleições. O texto já foi aprovado no Senado e depende apenas de aprovação da Câmara para ir à sanção presidencial.

O projeto inclui a misoginia entre os crimes de preconceito ou discriminação e equipara o novo tipo penal ao crime de racismo.

Segundo a Folha, Hugo Motta alega não querer discussões afloradas na véspera da eleição. O texto não entrou na pauta da semana e os deputados só vão voltar a se reunir na última semana de agosto, em mais um esforço concentrado.

Mas em meio à discordância entre os partidos, aliados do presidente da Câmara dizem que dificilmente ele colocará o projeto em pauta antes do pleito.