ECONOMIA


Dívida pública atinge R$ 9,2 trilhões em junho de 2026

Segundo o Tesouro Nacional, o resultado se dá pela emissão líquida e pela apropriação positiva de juros

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

 

A dívida pública atingiu R$ 9,2 trilhões em junho, um aumento de 2,61% em comparação com o mês de maio, de acordo com o Relatório Mensal da Dívida (RMD), publicado nesta quarta-feira (29) pelo Tesouro Nacional.

Segundo a pasta, a variação se dá pela emissão líquida, no valor de R$ 142,25 bilhões, e pela apropriação positiva de juros, de R$ 93,48 bilhões.

Diante dos resultados do Tesouro, o estoque da dívida pública ficou fora dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026, com variação de R$ 9,7 trilhões a R$ 10,3 trilhões no ano.

Ainda conforme o RMD, o intervalo médio em que o governo leva para refinanciar a dívida pública passou de 4,07 anos em maio para 4,01 em junho. O índice ficou dentro do intervalo estipulado pela PAF 2026, entre 3,8 anos e 4,2 anos.

Quase metade da dívida pública está envolvida à taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,25% ao ano.

A reserva da liquidez também aumentou em junho, se comparado ao mês anterior. O chamado “colchão” para pagar a DPF é composto por recursos da Conta Única do Tesouro Nacional (CTU), no Banco Central (BC).

Atualmente, o valor do “colchão” é de R$ 1,3 bilhão, o que é suficiente para quitar 8,33 meses de vencimentos de títulos.