BRASIL


Encontro nacional de sindicatos de garis e margaridas faz balanço e não descarta nova greve

O dirigente licenciado do SindilimpBA, Suíca, ressaltou que a categoria deve intensificar a mobilização nas redes sociais

Foto: Reprodução/Assessoria

 

Enquanto o projeto que regulamenta a profissão de garis e margaridas segue parado no Senado Federal, os trabalhadores e trabalhadoras da limpeza urbana avançam na organização da categoria. A mobilização ganhou força durante o encontro nacional dos sindicatos que representam o setor, realizado nesta segunda-feira (13), em Salvador.

O auditório da Casa do Olodum, no Pelourinho, recebeu representantes de diferentes regiões do Brasil para discutir os próximos passos do movimento, incluindo a possibilidade de novas paralisações e estratégias para garantir a aprovação da PL 4146 no Congresso Nacional.

Durante o encontro, dirigentes sindicais destacaram a importância de ampliar a presença da categoria nos espaços de decisão política. Para a coordenadora-geral do SindilimpBA, Ana Angélica Rabello, a participação de representantes ligados à pauta dos garis e margaridas é fundamental para que as demandas dos trabalhadores sejam ouvidas.

“Somente assim vamos ter voz e vez no Congresso Nacional. Aqui na Bahia temos a pré-candidatura do companheiro Suíca [PT], que defende a categoria incansavelmente. Foi ele que uniu o movimento a partir do nosso estado e do Nordeste. Precisamos de representantes, porque uma pessoa apenas não vai limpar a sujeira do Congresso”, afirmou.

O dirigente licenciado do SindilimpBA, Suíca, ressaltou que a categoria deve intensificar a mobilização nas redes sociais e a pressão sobre o Senado para a votação do projeto. Segundo ele, a paralisação nacional e a greve de dois dias realizadas anteriormente tiveram resultado positivo ao fortalecer a união entre sindicatos e trabalhadores.

“É uma pauta nacional. Resolvemos unir as forças para ampliar nosso grito de independência. São mais de 100 anos que garis e margaridas são esquecidos, mesmo sendo um trabalho essencial para a vida de quem mora nos grandes centros urbanos”, declarou.

Representando o SindLurb, de Brasília, Raimundo Moraes também defendeu a necessidade de maior participação política da categoria. Para ele, a união construída durante a mobilização nacional foi um dos principais resultados do movimento.

“Se o Congresso está sujo, a gente cria a bancada dos garis e margaridas para limpeza”, afirmou. Moraes destacou ainda que os sindicatos seguirão articulados pela aprovação da PL 4146 no Senado e pela garantia dos direitos dos trabalhadores da limpeza urbana.