BRASIL


Caminhoneiros fazem greve em defesa da MP do Frete: ‘Quem causou foi Alcolumbre’

MP perde validade nesta quinta-feira (16); Categoria exige que Alcolumbre realize votação nesta terça-feira (14)

Fotos: Tomaz Silva /Agência Brasil; Carlos Moura/Agência Senado

 

A decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (Republicanos-AP), de travar a votação da Medida Provisória 1.343, que altera as regras do piso do frete para o transporte rodoviário de cargas, apelidada de “MP do Frete”, levou caminhoneiros de várias regiões do país a iniciarem paralisação às 0h desta segunda-feira (13).

O movimento foi convocado por líderes de vários sindicatos e associações de motoristas autônomos de caminhão. Um deles é o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão.

A mobilização acontece porque a MP perde a validade nesta quinta-feira (16) e a categoria quer fazer com que Alcolumbre coloque em votação nesta terça-feira (14).

“Há semanas a gente vem lutando para que o Senado coloque o texto da MP em votação e até agora não aconteceu, por isso a categoria deliberou que faríamos essa paralisação. Essa paralisação não é feita por decisão do sindicalista A ou B. Quem causou essa paralisação foi o Alcolumbre”, afirmou ao ICL Notícias.

A MP do Frete trata da questão do custo mínimo do frete, da autonomia para que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) possa fazer a fiscalização, isenção das multas que foram aplicada em 2022, o fim das multas de entre-eixos, salário-base de R$5 mil para motoristas celetistas e vários outros pontos.

A greve atingiu vários portos do país, inclusive no Porto de Santos. Esse tipo de greve é a que mais rapidamente causa reflexo na distribuição dos produtos.

“Esse recado vai para todos os caminhoneiros e para o Alcolumbre: Porto de Santos está parado, como foi pedido pela categoria. Alcolumbre, coloque essa pauta para votação, senão essa responsabilidade será 100% sua”, alertou Luciano Santos, presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam-Santos).

No entanto, a paralisação não é só dos caminhoneiros que atendem aos portos. “É geral. O objetivo é continuarmos parados até que Alcolumbre coloque a MP em votação”, diz Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL).