POLÍTICA


Alcolumbre defende Jaques Wagner após operação da PF

Presidente do Senado criticou ataques à Wagner e reforçou inexistência de evidências concretas sobre participação do petista no esquema criminoso

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

 

Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (18), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), saiu em defesa do líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT), alvo mais recente da operação Compliance Zero, que apura seu suposto envolvimento com o escândalo do Banco Master.

Questionado sobre a investigação, o presidente do Senado criticou os ataques à Wagner e reforçou a inexistência de evidências concretas sobre a participação ativa do petista no esquema criminoso.

“Tá muito difícil o que a humanidade está vivendo, porque na minha cabeça e no meu coração, era pra gente preservar o amor, o respeito, o carinho. Nós estamos exaltando o ódio, a raiva e a agressão contra aqueles que a gente nem sabe o que fez ou se fez”, declarou.

Alcolumbre declarou apoio ao líder do governo Lula no Senado e afirmou crer que a verdade deve ser revelada no decorrer das investigações. “[Ofereço] Meu apoio, a minha solidariedade integral a um colega senador da República. Eu tenho convicção que, no decorrer do processo, as verdades do senador Jaques Wagner virão à tona e elas serão comprovadas e um dia julgadas. É nesse dia que a pessoa pode ser condenada ou inocentada”, afirmou.

Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, também é alvo da ação. São apuradas suspeitas de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro envolvendo a instituição de Daniel Vorcaro.

Em março, Jaques Wagner disse não dever explicações acerca do esquema do Master após a revelação de que a empresa de sua nora recebeu R$11 milhões do banco de Daniel Vorcaro. O senador chamou de “especulação” a menção a seu nome no caso, embora reconheça que há “muita trambicagem”.

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