ECONOMIA


Dólar sobe para R$ 5,17 após decisões de juros nos EUA e no Brasil

Mercado reagiu à sinalização de alta dos juros americanos e à expectativa de novos cortes da Selic, reduzindo a atratividade do real para investidores

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

 

O dólar fechou esta quinta-feira (18) em forte alta de 1,25%, cotado a R$ 5,1745, registrando a quarta sessão consecutiva de valorização frente ao real. Apesar da alta recente, a moeda norte-americana ainda acumula queda de 5,73% em 2026.

O principal fator para o movimento veio das decisões de política monetária anunciadas na quarta-feira (17). Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, mas indicou a possibilidade de uma elevação da taxa ainda em 2026. A sinalização fortaleceu o dólar globalmente e aumentou o interesse de investidores por ativos americanos.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic de 14,50% para 14,25% ao ano. Além do corte, o Banco Central adotou um discurso interpretado pelo mercado como mais favorável à continuidade da redução dos juros, abrindo espaço para uma nova queda nas próximas reuniões.

Com juros potencialmente mais altos nos Estados Unidos e mais baixos no Brasil, diminui o diferencial que vinha atraindo recursos estrangeiros para o mercado brasileiro. Esse cenário favorece a saída de capital e pressiona a cotação do dólar. Durante o dia, a moeda chegou a atingir R$ 5,19, maior nível da sessão.

Analistas avaliam que a combinação das decisões das duas autoridades monetárias provocou uma reacomodação dos fluxos financeiros internacionais. A expectativa agora se volta para os próximos indicadores de inflação e atividade econômica, que deverão influenciar os rumos da política monetária tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.