ECONOMIA


Cesta básica em Salvador sobe 5,29% em maio e passa a custar R$ 657, aponta SEI

Ocorreu aumento de R$ 33 no mês, impulsionado principalmente pelas altas da batata inglesa, banana prata e tomate

Foto: Joá Souza/Gov-BA

 

A Cesta Básica de Salvador, calculada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), passou a custar R$ 657,01 em maio de 2026. O valor foi obtido com base em 3.329 cotações de preços realizadas em 89 estabelecimentos comerciais da capital baiana.

Na comparação com abril, o custo da cesta registrou alta de 5,29%, o equivalente a um aumento nominal de R$ 33,00. O percentual também superou a elevação de 5,21% observada em março.

Dos 25 produtos que compõem a cesta básica, 14 apresentaram aumento de preços. As maiores altas foram registradas pela batata inglesa (52,34%), banana prata (23,80%), tomate (16,68%), cebola (15,34%) e cenoura (13,57%). Já entre os produtos que ficaram mais baratos, destacam-se o flocão de milho (-12,25%), ovos de galinha (-5,53%), maçã (-4,36%) e óleo de soja (-4,04%).

Para o economista da SEI, Denílson Lima, fatores climáticos e sazonais explicam a alta registrada no período. Segundo ele, o encerramento de safras e alterações nas condições climáticas das principais regiões produtoras do país impactaram a oferta de alimentos.

“Este cenário de elevação do preço da batata foi impulsionado pelo fim da safra. Além disso, o excesso de umidade no solo em áreas produtoras do Sul prejudicou o padrão dos tubérculos e restringiu a oferta nacional. Já a banana prata subiu devido à diminuição sazonal da colheita e ao clima frio em praças produtoras, que acabou concentrando a demanda nacional em polos específicos.”

O economista também destacou a queda do flocão de milho, que registrou a maior redução de preços no mês. “A diminuição no preço do flocão decorreu diretamente da desvalorização do milho no mercado de matéria-prima. O avanço da colheita de verão e o aumento nas previsões da primeira safra deixaram os estoques confortáveis. Com os armazéns cheios, os produtores foram forçados a demonstrar maior flexibilidade de preços, beneficiando o consumidor final.”

Em maio, o conjunto de produtos que compõem o almoço do soteropolitano, formado por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola, apresentou alta de 6,32% e respondeu por 38,39% do valor total da cesta. Já os itens tradicionalmente consumidos no café da manhã tiveram aumento de 0,28% e representaram 31,94% do custo total.

Segundo a SEI, um trabalhador de Salvador precisou dedicar 96 horas e 24 minutos de trabalho para adquirir uma cesta básica em maio, comprometendo 43,82% do salário mínimo líquido, estimado em R$ 1.499,43 após o desconto da contribuição previdenciária.