POLÍTICA


Capitão Alden defende endurecimento contra facções após decisão dos EUA

Deputado afirma que classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas reforça necessidade de ampliar o combate ao crime organizado no Brasil

Foto: Assessoria

 

O deputado federal Capitão Alden afirmou que a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas representa uma mudança na forma como a comunidade internacional enxerga o crime organizado brasileiro. Segundo o parlamentar, a medida evidencia uma realidade que parte da classe política nacional ainda evita reconhecer.

Vice-líder da Oposição na Câmara dos Deputados e integrante da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, Alden afirmou que as facções exercem poder paralelo em diversas regiões do país. “Em muitos lugares do Brasil, especialmente na Bahia, comunidades inteiras vivem reféns do crime organizado”, declarou.

Para o deputado, a classificação não possui apenas caráter simbólico e pode ampliar instrumentos de cooperação internacional no combate ao narcotráfico, à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas. Entre os efeitos apontados por ele estão o fortalecimento do rastreamento financeiro internacional, o congelamento de ativos no exterior e o aumento da pressão sobre operadores financeiros e empresas de fachada ligados às organizações criminosas.

Alden também defendeu a atualização da legislação brasileira para enfrentar facções que dominam territórios e impõem regras à população. Segundo o parlamentar, o país precisa ampliar a integração entre as forças de segurança e adotar medidas mais rigorosas de combate ao financiamento e à atuação dessas organizações.

“O Brasil precisa decidir se vai liderar o combate ao crime organizado ou continuar reagindo apenas quando outros países começarem a tratar nossas facções como ameaça internacional”, afirmou.