POLÍTICA


Wagner diz que Flávio Bolsonaro ‘não tem moral’ para decidir o que Trump vai fazer: ‘foi pedir arrego’

Para senador petista, tratamento dado aos EUA às facções brasileiras não vai afetar soberania nacional

Foto: Eduardo Costa/MundoBA

 

O senador Jaques Wagner (PT-BA) criticou o colega de parlamento, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após os Estados Unidos reconhecerem facções brasileiras como grupos terroristas. “Não acho que ele [Flávio] tenha moral para decidir o que o presidente Trump vai fazer”, disse Wagner em evento realizado pelos governos estadual e federal em Pernambués, nesta sexta-feira (29).

A decisão dos Estados Unidos aconteceu após reunião entre o presidente americano Donald Trump e Flávio Bolsonaro, na Casa Branca, nesta terça-feira (26). “Flávio deve ter ouvido o galo cantar que ele [Trump] ia anunciar [medida de tratar facções brasileiras como grupos terroristas], se picou para poder estar lá, mas só teve a foto dele em pé com Trump. Nem conseguiu sentar para conversar com o cara”, disse Wagner.

“Eu acho vergonhoso alguém que diz que pretende ser candidato à Presidência da República ir lá, me desculpe o termo, pedir arrego aos outros e achar que os outros vão intervir aqui”, continuou.

Wagner disse ainda que o tratamento dado aos Estados Unidos às facções brasileiras não vai afetar a soberania nacional e criticou o governo americano por não conseguir atingir seus objetivos. “Eles não resolveram o problema de segurança deles e estão querendo levantar o muro para se separar do México”, disse.

Para o senador, o governo brasileiro tem agido de maneira correta sobre o tema. “Lula tem a PEC da segurança para ser votada e está pensando em criar o Ministério da Segurança para integrar as inteligências das Polícias Civis e Militares de todo o país com a Polícia Federal, para a gente ter mais eficiência no combate ao crime”, afirmou.