POLÍTICA


PF apura se valores enviados por Vorcaro ao filme ‘Dark Horse’ bancaram Eduardo nos EUA

O ex-deputado federal vive no país desde fevereiro de 2025

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

 

A Polícia Federal suspeita que recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro tenham sido utilizados para custear as despesas do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos, onde vive no país desde fevereiro de 2025.

Segundo as investigações, os valores teriam sido enviados através da empresa Entre Investimentos e Participações para um fundo sediado no Texas, nos EUA, com a justificativa de financiamento do filme “Dark Horse”, que conta a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na quarta-feira (13), Flávio confirmou a ligação com Vorcaro e admitiu ter busca o apoio financeiro, mas negou qualquer irregularidade.

“É preciso separar os inocentes dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público”, afirmou Flávio em nota. O senador disse ainda que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024, “quando o governo Bolsonaro já havia acabado e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”.

“O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, completou. Flávio também declarou ser favorável à criação de uma CPI para investigar o caso do Banco Master.

A produtora responsável por produzir o filme, por outro lado, negou que o longa tenha recebido qualquer centavo de Vorcaro. produtor-executivo do filme e deputado federal (PL) Mário Frias também rejeitou a existência de repasses do empresário.

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil após passar a responder uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) sob acusação de ter atuado para estimular sanções contra o Brasil e autoridades brasileiras com o objetivo de interferir no julgamento de Jair Bolsonaro.