ENTRETENIMENTO


Justiça concede habeas corpus e influenciador Chrys Dias deixa prisão em Suzano 

Investigado na Operação Narco Fluxo, influenciador vai responder ao processo em liberdade ao lado da esposa, Débora Paixão 

Foto: reprodução/ redes sociais

O influenciador Chrys Dias deixou o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Suzano, na Grande São Paulo, nesta quinta-feira (14), após decisão da Justiça Federal que concedeu habeas corpus ao casal investigado na Operação Narco Fluxo. 

A determinação foi expedida pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região, em Santos (SP), e também beneficia a esposa do influenciador, Débora Paixão, que cumpria prisão domiciliar desde o início das investigações. 

Segundo a Polícia Federal, Chrys Dias e Débora são investigados por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão. 

Com a nova decisão judicial, os dois poderão responder ao processo em liberdade e sem a obrigatoriedade de prisão domiciliar ou uso de tornozeleira eletrônica. Ainda assim, medidas cautelares foram impostas pela Justiça. 

De acordo com o advogado do casal, Paulo Lieb, Chrys e Débora deverão entregar os passaportes à Vara Federal de Santos, comparecer mensalmente à Justiça para informar suas atividades e não poderão permanecer fora da cidade onde residem por mais de cinco dias sem autorização judicial. 

No caso de Débora Paixão, a Vara Federal também deverá encaminhar um ofício à empresa responsável pelo monitoramento eletrônico autorizando a retirada da tornozeleira. 

Chrys Dias havia sido preso pela Polícia Federal no dia 15 de abril, durante uma operação realizada na residência do casal, em Itupeva (SP). O influenciador permaneceu detido por 29 dias no CDP de Suzano. 

Ao deixar a unidade prisional, Chrys comentou sobre o período em que esteve preso. “Pareceu um ano. Eu estava morrendo de saudade das crianças e da minha esposa”, afirmou. 

Ele também declarou acreditar na própria inocência. “Já estava tudo ajustado. Eu entrei aqui sabendo que não tinha nada a ver com isso”, disse. 

Além do casal, a decisão da Justiça também concedeu liberdade ao cantor MC Ryan SP, a Diogo Santos de Almeida e ao funkeiro MC Poze do Rodo. 

As investigações da Polícia Federal apontam que o grupo teria utilizado empresas de fachada, contas bancárias, criptomoedas e remessas internacionais para ocultar recursos ilícitos. O inquérito ainda cita possíveis conexões com apostas ilegais, rifas clandestinas e lavagem de dinheiro ligada ao tráfico internacional de drogas.