BRASIL


Vorcaro tinha acesso a sistemas do FBI e Interpol para espionar rivais

Polícia Federal descobriu estrutura clandestina criada pelo banqueiro para espionar rivais

Foto: Assessoria/Banco Master

 

Preso novamente pela Polícia Federal nesta quarta-feira (4), o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, tinha acesso a sistemas do FBI e Interpol para espionar rivais, segundo a Polícia Federal.

O banqueiro realizava consultas em sistemas restritos utilizando credenciais pertencentes a terceiros. A informação é da colunista Mirelle Pinheiro, do portal Metrópoles. Um dos alvos de Vorcaro era o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. O banqueiro chegou a articular plano para cometer agressões físicas contra jornalista.

Vorcaro é alvo da 3ª fase Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, atribuídos a uma organização criminosa.

A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, novo relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Entenda o caso Master

Em setembro, o Banco Central barrou a aquisição do Banco Master pelo BRB, ao apontar a falta de documentos que comprovem a viabilidade econômico-financeira do negócio. Dois meses depois, o controlador do banco, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal e passou a ser investigado por suspeitas de fraudes contra o sistema financeiro, mas foi solto dias depois por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Segundo a Polícia Federal, o Banco Master teria emitido Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com promessa de rendimentos de até 40% acima da taxa básica do mercado, retornos considerados irreais pelos investigadores. O esquema pode ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões. As investigações também analisam a venda de papéis do Banco Master ao BRB.