POLÍTICA


Roma diz que rejeição de Jorge Messias ao STF é recado contra politização da Corte e ‘vitória do Brasil’

Segundo o presidente do PL na Bahia, a decisão do Senado também representa 'um dia histórico para o Brasil'

Foto: Max Haack/Assessoria

 

O presidente do PL na Bahia, João Roma, afirmou nesta quarta-feira (29) que a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) representa “um dia histórico para o Brasil”.

Segundo o dirigente, a decisão dos senadores reflete uma insatisfação crescente com os rumos da Corte e com a percepção de politização. “A rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado para o STF marca um dia histórico para o Brasil. O Senado expressou a insatisfação crescente da população com os rumos do STF e com a percepção de excessiva politização da Corte”, declarou.

Para João Roma, a votação também reforça a necessidade de independência entre os Poderes. “O que se viu hoje foi o Senado reafirmando que o Supremo não pode ser subserviente a qualquer governo, nem funcionar sob amarras ideológicas. O STF deve servir à Justiça, à Constituição e ao povo brasileiro, nunca a interesses circunstanciais de quem ocupa o poder”, afirmou.

O ex-ministro avaliou ainda que o resultado representa uma derrota política do governo federal, mas destacou o que considera um fortalecimento institucional. “Essa votação é, sim, uma vitória da oposição ao presidente Lula, mas acima de tudo é uma vitória do Brasil. É a demonstração de que ainda existem freios e contrapesos funcionando e de que o Senado compreendeu o sentimento das ruas, que pedem independência entre os Poderes, equilíbrio institucional e respeito à democracia”, disse.

Roma também defendeu uma atuação mais técnica do Supremo. “O Brasil precisa de uma Suprema Corte técnica, imparcial e comprometida exclusivamente com a Justiça. Que este episódio sirva para lembrar que nenhum poder está acima do escrutínio democrático. Hoje venceu a independência da Justiça e venceu o Brasil”, concluiu.