POLÍTICA


Flávio Bolsonaro propõe fortalecer o Bolsa Família com incentivo ao emprego formal

Senador afirma que gestão anterior criou “porta de saída” do benefício e acusa adversários de explorar a pobreza em ano eleitoral

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

 

Em discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nesta sexta-feira (27), o senador Flávio Bolsonaro fez críticas diretas ao PT e defendeu as políticas sociais e econômicas implementadas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao lembrar que o PT governou o país por 17 dos últimos 23 anos, Flávio questionou o público sobre a continuidade desse ciclo. 

Segundo ele, é necessário “abraçar quem precisa”, garantindo assistência às famílias em situação de vulnerabilidade, mas sem abrir mão de mecanismos que incentivem a autonomia financeira.

O senador destacou que, durante o governo Bolsonaro, o Bolsa Família chegou ao valor de R$ 600 e que, na pandemia, mães solo receberam benefício em dobro. “Os seis R$ 600 no mínimo que o presidente Bolsonaro entregou. E olha como são as narrativas, né? Dizem que não gosta de pobre. Presidente Bolsonaro que sustentou esse país no peito na raça, garantindo assistência, vacina para todo mundo. Terceiro país que melhor se recuperou da economia no mundo na pandemia, mais de 11 milhões de contratos, de acordos assinados entre empregados e patrões para que não perdessem os empregos”, afirmou.

Flávio defendeu ainda o que chamou de “porta de saída” do programa social, mencionando a regra que permitia ao beneficiário manter parte do auxílio por até dois anos após conseguir emprego com carteira assinada. Para ele, essa política estimulava a busca por trabalho formal sem romper imediatamente a rede de proteção social. No discurso, fez referência ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ao mencionar o incentivo à geração de empregos e à valorização do empreendedorismo.

O parlamentar também criticou o que classificou como “narrativas” da oposição e rebateu acusações de descaso com a população mais pobre. Segundo ele, o governo Bolsonaro garantiu assistência, vacinas e apoio econômico durante a crise sanitária.

Em tom mais contundente, Flávio acusou adversários de “explorar a miséria” com promessas assistencialistas e afirmou que o país precisa de políticas que promovam dignidade por meio do emprego e do crescimento econômico. “O governo está aqui para te ajudar, mas tenta caminhar sozinho”, disse, ao defender uma atuação estatal focada em suporte temporário e estímulo à independência financeira.

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