POLÍTICA


Dino leva ao plenário físico julgamento sobre capitalização do BRB

Pedido de destaque suspende análise virtual sobre venda de imóveis públicos do DF para reforçar caixa do banco

Foto: Supremo Tribunal Federal

 

O ministro Flávio Dino pediu destaque no julgamento do Supremo Tribunal Federal que analisa a autorização para o governo do Distrito Federal vender bens públicos com o objetivo de capitalizar o Banco de Brasília. Com a decisão, a discussão deixa o plenário virtual e será reiniciada em sessão presencial, ainda sem data definida.

A Corte analisava o referendo da liminar concedida pelo ministro Edson Fachin, que autorizou o governo distrital a prosseguir com a operação. Até a suspensão do julgamento, apenas Fachin havia votado pela manutenção da medida.

A decisão liminar foi concedida em 24 de abril, após pedido do governo distrital contra entendimento do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, que havia suspendido trechos da lei local que permite a venda de nove imóveis públicos, além da criação de fundo imobiliário e da oferta dos bens como garantia em operação financeira.

Ao justificar a liminar, Fachin apontou risco de “grave lesão” à ordem administrativa e destacou o impacto econômico da suspensão, considerando a relevância estratégica do BRB para o sistema financeiro regional.