JUSTIÇA


‘Mal temos lanche’, diz presidente de associação de magistrados ao defender penduricalhos

Manutenção das verbas indenizatórias não previstas em lei será decidida pelo STF

Foto: Reprodução/YouTube/TV Justiça

 

A presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT) e juíza do Trabalho aposentada, Cláudia Márcia de Carvalho Soares, defendeu a manutenção de penduricalhos com o argumento de que juízes de primeiro grau pagam despesas de transporte, alimentação e moradia do próprio bolso.

“Não tem carro, paga do seu próprio bolso o combustível, o carro financiado, enfim. Não tem apartamento funcional, não tem plano de saúde, não tem refeitório, não tem água e não tem café”, disse Cláudia sobre situação de juízes de primeiro grau.

“Desembargador também não tem quase nada, a não ser um carro, mal tem um lanche”, continuou.

A manutenção dos penduricalhos será decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após os ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes suspenderem o pagamento das verbas indenizatórias não previstas em lei.