JUSTIÇA


Azul anuncia aporte de US$ 200 milhões com American e United Airlines

O aporte irá apoiar a capitalização da Azul na saída do processo de recuperação judicial da Azul nos Estados Unidos, chamado Chapter 11

Foto: Tomáz Silva/Agência Brasil

 

A Azul Linhas Aéreas informou que firmou acordos de investimento com as companhias norte-americanas American Airlines e United Airlines. Segundo comunicado divulgado na quarta-feira, 18, cada uma delas se comprometeu a aportar US$ 100 milhões na empresa brasileira.

Os recursos serão destinados à capitalização da Azul no processo de saída da recuperação judicial nos Estados Unidos, conhecida como Chapter 11. O mecanismo permite que, sob supervisão da Justiça norte-americana, a companhia promova sua reestruturação financeira sem interromper as operações.

Em nota, a empresa detalhou que os investimentos estão previstos em aditamentos aos acordos já firmados e integram o plano de reorganização aprovado pela United States Bankruptcy Court for the Southern District of New York.

O aporte da United será realizado no contexto da oferta pública de ações anunciada ao mercado em 3 de fevereiro, com liquidação prevista para 20 de janeiro de 2026. Já o investimento da American deve ocorrer por meio da emissão de bônus de subscrição, conforme contrato específico de warrants, que são títulos que garantem ao detentor o direito de compra ou venda de ativos.

Além disso, a Azul informou ter celebrado um acordo adicional com determinados credores, assegurando mais US$ 100 milhões dentro da mesma oferta pública.

A companhia entrou com pedido de recuperação judicial em 28 de maio de 2026, e o plano foi aprovado em dezembro por tribunal dos Estados Unidos. De acordo com a empresa, o Chapter 11 possibilita a reorganização do passivo mantendo a operação ativa.

À época, a Azul afirmou que utilizará o processo para eliminar mais de US$ 2 bilhões em dívidas financeiras, revisar contratos de leasing e otimizar a frota, com o objetivo de ganhar maior flexibilidade e sustentabilidade operacional e financeira.

“A Azul utilizará essa estrutura jurídica consolidada para eliminar mais de US$ 2 bilhões de dívidas financeiras, readequar contratos de leasing e otimizar sua frota, com o objetivo de emergir com maior flexibilidade e sustentabilidade operacional e financeira”, disse a empresa, na época.

Com informações da Agência Brasil