JUSTIÇA


Toffoli não deixará relatoria do Master nem por vontade própria, nem ‘empurrado’, diz colunista

Suspeitas levaram senadores de oposição a protocolarem impeachment contra ministro do STF

Foto: Rosinei Coutinho/STF

 

O ministro do STF, Dias Toffoli, será mantido na relatoria do caso Master. O magistrado nem sairá da posição por vontade própria, nem será “empurrado” por pressões da corte ou externas, afirmou a colunista do portal UOL, Daniela Lima.

Pesam contra Toffoli informações de que o ministro viajou com advogado do caso Master para Lima, onde assistiu a final da Libertadores entre Palmeiras e Flamengo; o fato empresas de irmãos de Toffoli terem tido como sócio um fundo ligado a suspeitas no caso Master; e o fato de Toffoli determinar sigilo amplo no processo que envolve o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Um afastamento de ofício por parte do presidente do STF, Edson Fachin, não tem apoio majoritário na corte, ainda segundo a colunista Daniela Lima. O motivo é o risco de abrir um “perigoso precedente” que deixaria todos os ministros expostos “ao sabor das pressões políticas”.

Entenda o caso Master

Em setembro, o Banco Central barrou a aquisição do Banco Master pelo BRB, ao apontar a falta de documentos que comprovem a viabilidade econômico-financeira do negócio. Dois meses depois, o proprietário do banco, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal e passou a ser investigado por suspeitas de fraudes contra o sistema financeiro, mas foi solto dias depois por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Segundo a Polícia Federal, o Banco Master teria emitido Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com promessa de rendimentos de até 40% acima da taxa básica do mercado, retornos considerados irreais pelos investigadores. O esquema pode ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões. As investigações também analisam a venda de papéis do Banco Master ao BRB.