SALVADOR


Bruno Reis pede acordo entre rodoviários e empresários diante de ameaça de greve em Salvador

Prefeito afirmou que Prefeitura atuará como mediadora nas negociações e disse esperar que capital não enfrente paralisação

Foto: Eduardo Costa/MundoBA

 

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB), comentou nesta quinta-feira (7) o impasse entre rodoviários e empresários do transporte público diante da possibilidade de greve na capital baiana. Segundo o gestor, a Prefeitura pode atuar como mediadora nas negociações, mas espera que as partes cheguem a um acordo.

A declaração foi dada durante coletiva de imprensa na cerimônia de entrega da Comenda 2 de Julho ao diretor-geral da Defesa Civil de Salvador, Sosthenes Macêdo, na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

“O que a gente sempre faz é atuar como mediador. Graças a Deus, foi assim durante a gestão de [ACM] Neto e é assim durante a nossa gestão. Nunca houve greve e a gente espera que não tenha. A gente faz um apelo para ambas partes”, afirmou.

Durante coletiva de imprensa, Bruno destacou que as negociações entre empresários e trabalhadores do setor costumam ocorrer todos os anos no mês de maio e classificou o cenário como recorrente.

“Desde quando essa cidade existe sempre, no mês de maio, iniciam as negociações com a categoria. Eles fazem esses movimentos para tentar ter uma melhor negociação com os empresários, essa é uma relação privada entre funcionário e patrão. A gente sabe que isso vai acabar no dissídio, que o Tribunal Regional do Trabalho vai ter que decidir”, explicou.

O prefeito municipal também comentou sobre os impactos financeiros enfrentados pelo sistema de transporte público e citou o aumento dos custos operacionais, especialmente com combustível e obrigações trabalhistas.

“No final do mês a Prefeitura tem que completar o subsídio para que os salários possam ser pagos. Estão sofrendo aí com a guerra lá do Irã, o óleo diesel já teve um aumento significativo, a prefeitura já vai ter que pagar esse desequilíbrio do óleo diesel. Vem agora aí o meio do ano para pagar metade do décimo [terceiro]. Então tem uma série de problemas pela frente, o que a gente pede é que tenha bom senso e que possa chegar a uma negociação que seja justa para todos”, declarou.