SALVADOR


Áudio atribuído a presidente do Sindicato dos Rodoviários detalha suposta ação para adesivar ônibus em Salvador

Na gravação, o interlocutor convoca os integrantes da central para uma mobilização que classifica como 'crucial'

Foto: Reprodução/ Facebook Fábio Primo

 

Um áudio atribuído a Fábio Primo, presidente do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, revela uma articulação de integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) para adesivar ônibus da capital baiana durante o segundo turno das eleições, realizado no domingo (25). A gravação veio a público na quinta-feira (29) e detalha a divisão de tarefas entre os participantes e a distribuição dos materiais nas garagens.

No áudio, o interlocutor convoca os integrantes da central para uma mobilização que classifica como “crucial” e pede que a CTB assuma a responsabilidade pela atuação nas unidades. Ele menciona as garagens G2, G5 e G6 e indica responsáveis pelo recebimento e pela distribuição dos adesivos.

Como o material era limitado, a orientação era identificar, junto aos operadores, quais ônibus deixariam as garagens para circular e adesivar apenas esses veículos. “Não tem material suficiente para todos os carros. Então a gente tem que chegar lá, quando chegar, pegar na mão do operador o número dos carros que vão sair, para a gente colar apenas nos carros que vão sair”, afirma o homem na gravação. Ele também orienta a colocação de um adesivo por ônibus, na parte dianteira, próximo ao lado do passageiro.

 

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A legislação eleitoral proíbe propaganda em veículos automotores utilizados na prestação de serviços públicos, como os ônibus do transporte coletivo urbano. A regra consta na legislação compilada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com referência à Resolução nº 22.303/2006. A divulgação do áudio ocorre em meio à crise no transporte público de Salvador no dia da votação, quando ônibus ficaram retidos nas garagens e a frota em circulação foi reduzida.

Em nota enviada ao MundoBA, o Sindicato dos Rodoviários repudiou tentativas de responsabilizar a entidade pela retenção dos ônibus sem apresentação de provas. O comunicado defendeu a atuação sindical em favor dos trabalhadores e dos direitos democráticos, além de pedir apuração dos fatos. A nota, porém, não esclareceu diretamente o conteúdo da gravação nem detalhou a participação de Fábio Primo na mobilização mencionada.

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Foto: Reprodução/Fábio Primo