POLÍTICA


Vice de Flávio pede exame de DNA ao STF para contestar acusação de estupro

Deputado federal Alfredo Gaspar solicita comparação de material genético com suposta vítima

Foto: Bruno Spada

 

A defesa do deputado federal Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) a realização de um exame de DNA para contestar a acusação de estupro de vulnerável feita contra ele.

Os advogados solicitaram que o material genético de Gaspar seja comparado ao da suposta vítima em até 72 horas. Segundo a defesa, o resultado poderia comprovar a ausência de vínculo genético e levar ao arquivamento da denúncia.

De acordo com os representantes do parlamentar, Gaspar já realizou uma coleta de material genético em abril, por iniciativa própria e com autorização judicial. O material estaria sob custódia de órgãos públicos e, caso necessário, poderia ser utilizado em um novo exame.

O pedido foi apresentado após o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinar que a senadora Soraya Thronicke (PSB) forneça informações adicionais sobre a notícia-crime protocolada contra Gaspar. Entre os dados solicitados estão elementos que ajudem a identificar autores de mensagens anexadas ao processo, registros de ligações telefônicas e informações relacionadas à suposta vítima.

Nesta quinta-feira (6), a Polícia Federal pediu autorização à PGR para abrir uma investigação contra o deputado. A solicitação ocorreu após Soraya e o deputado federal Lindbergh Farias (PT) acionarem a corporação. A PGR, por sua vez, pediu a realização de diligências preliminares antes de decidir pela abertura de um inquérito.

Gaspar também move ações contra Soraya Thronicke e Lindbergh Farias por calúnia e outros crimes relacionados às acusações. A defesa do parlamentar afirma que não foram apresentadas provas que comprovem os fatos relatados.