POLÍTICA


Inquérito das joias de Bolsonaro completa um ano parado na PGR

Em 4 de julho do ano passado, PF indiciou o ex-presidente e outros investigados pelos crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro

Foto: Fellipe Sampaio/STF

 

O inquérito das joias, que resultou no indiciamento de Jair Bolsonaro e de outros envolvidos, completou recentemente um ano parado na Procuradoria-Geral da República (PGR). A informação é da coluna Radar, da revista Veja.

Com o avanço do julgamento do ex-presidente e outros integrantes do governo passado que se envolveram na trama golpista, a procuradoria deixou em segundo plano a investigação que mostrou como Mauro Cid vendeu presentes diplomáticos recebidos pelo ex-presidente durante o mandato.

Ao analisar o caso, o Tribunal de Contas da Uniãi (TCU) considerou que Bolsonaro poderia vender as joias. O tribunal entendeu que presentes pessoais não são patrimônio público. O entendimento, no entanto, não é o mesmo do Supremo, que mandou as investigações seguirem.

Em 4 de julho do ano passado, a Polícia Federal (PF)  indiciou Bolsonaro, Cid e outros investigados pelos crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

As provas colhidas pelos investigadores foram então enviadas ao gabinete de Paulo Gonet, que até hoje não decidiu se arquiva o caso, reconhecendo que não há crime na venda das joias, ou se denuncia Bolsonaro ao STF pelos crimes apontados pela PF.