POLÍTICA


Aliados de Flávio Bolsonaro articulam retomada da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes

Discussão ganhou força após reuniões de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo com integrantes do governo Trump

Foto: Antônio Augusto/STF

 

Aliados do senador Flávio Bolsonaro voltaram a defender junto ao governo dos Estados Unidos a retomada de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base na Lei Magnitsky. A articulação ocorreu durante reuniões realizadas nesta semana em Washington, nos EUA, com integrantes da gestão do presidente Donald Trump.

Segundo publicado pela revista Oeste, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e o empresário Paulo Figueiredo participaram das tratativas. As conversas aconteceram dias antes do anúncio do governo americano que classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

De acordo com Paulo Figueiredo, o grupo esteve na Casa Branca na última terça-feira (26) e, no dia seguinte, participou de encontros com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, além de outros integrantes da diplomacia norte-americana.

Em conversa com a revista, Figueiredo afirmou que a estrutura jurídica para uma eventual retomada das sanções contra Moraes já estaria pronta e que existe receptividade dentro da administração americana para discutir o tema. Segundo ele, Flávio Bolsonaro não participou diretamente das conversas relacionadas às possíveis sanções.

A Lei Magnitsky é um mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para aplicar restrições financeiras e migratórias contra estrangeiros acusados de corrupção ou violações de direitos humanos.

Alexandre de Moraes chegou a ser alvo de medidas baseadas na legislação americana em 2025, mas as restrições foram posteriormente retiradas após negociações diplomáticas entre os governos brasileiro e norte-americano.