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EUA atacam navio e houthis matam quatro marinheiros no Oriente Médio

Ações no mar Vermelho e no golfo de Omã intensificam crise diplomática e levam o petróleo acima de U$90

Foto: reprodução/CENTCOM via X

Duas ações militares no mar Vermelho e no golfo de Omã resultaram na morte de quatro marinheiros e no ataque a um cargueiro nesta terça-feira (11). Os incidentes ocorreram em meio ao bloqueio naval dos Estados unidos e ao impasse diplomático com o Irã.

A escalada da violência elevou o preço do petróleo acima de US$ 90 por barril. No mar Vermelho, rebeldes houthis atingiram com drones o cargueiro egípcio Tihamah e mataram quatro tripulantes.

A ação do grupo pró-Teerã visou interromper o tráfego com a Árabia Saudita sob a alegação de transporte de armas. O ataque marca as primeiras mortes causadas por investidas houthis no conflito.

No golfo de Omã, um helicóptero americano disparou dois mísseis Hellfire contra o navio M/V Vela Nova, de bandeira panamenha. Segundo Washington, a embarcação violou o bloqueio militar com destino a um porto iraniano; não houve registros de feridos.

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou que a tripulação ignooru alertas prévios e divulgou, na plataforma X, a seguinte nota oficial:

“Hoje mais cedo, forças do CENTCOM desativaram o sistema de leme do M/V Vela Nova, de bandeira panamenha, em tentativa do navio de cruzar o golfo de Omã e violar o bloqueio dos EUA contra o Irã rumo a um porto iraniano. Um helicóptero MH-60 da Marinha dos EUA disparou dois mísseis Hellfire contra a sala de máquinas após a tripulação civil ignorar repetidos avisos das forças americanas. O navio não navega mais rumo ao Irã. Até 11 de agosto, o CENTCOM desviou 55 navios comerciais que tentaram furar o bloqueio, desativou 3 e abordou 2. As forças dos EUA no Oriente Médio estão vigilantes, letais e prontas.”

Em resposta, o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohesen Rezaei, declarou que o estreito de Hormuz permanecerá fechado. A reabertura depende do fim do bloqueio dos EUA, do descongelamento de ativos e do término das operações militares regionais.

O tráfego diário em Hormuz caiu de 140 para apenas 6 navios. A crise ocorre enquanto Donald Trump e Binyamin Netanyahu enfrentam disputas eleitorais legislativas no final do ano nos EUA e em Israel.