JUSTIÇA


OAB Bahia manifesta preocupação com continuidade dos depósitos judiciais do TJ-BA ao BRB

A presidente Daniela Borges cita as falhas de segurança cibernética na plataforma BRBJus, o que teria resultado no desvio de R$ 43 milhões

Foto: Angelino de Jesus/OAB-BA

 

A presidente da OAB Bahia, Daniela Borges, manifestou preocupação com a continuidade do sistema BRBJus no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que manteve o contrato com o Banco de Brasília (BRB) por mais 90 dias, apesar do encerramento do vínculo em 26 de agosto.

Borges destaca que a liminar do ministro Luiz Fux, do STF, concedida em ação do Distrito Federal, que é acionista controlador do BRB, aponta como um dos fundamentos da decisão o risco à liquidez do banco, o que, na visão da presidenta da OAB-BA, inverte a lógica de proteção, pois em vez de priorizar a segurança do Tribunal e dos cidadãos baianos, a decisão protege o banco.

A presidente cita as falhas de segurança cibernética na plataforma BRBJus, o que teria resultado no desvio de R$ 43 milhões em depósitos judiciais sob custódia do TJ-BA. Segundo ela, os episódios aumentam os riscos de falta de liquidez.

“A OAB Bahia acompanha com atenção a situação do sistema BRBJus no Tribunal de Justiça da Bahia. A decisão do STF que mantém o contrato com o BRB por mais 90 dias, em um contexto de grave crise de liquidez e de investigações pela Polícia Federal, gera insegurança jurídica e preocupa a sociedade baiana. Agora, com as informações sobre falhas de segurança cibernética e o desvio de R$ 43 milhões em depósitos judiciais, nossa preocupação se amplifica. Não podemos aceitar que os cidadãos baianos e a Justiça da Bahia sejam fiadores forçados de um banco controlado pelo Distrito Federal”, afirmou Daniela, reforçando o posicionamento da OAB-BA.

Daniela aponta que os baianos e a Justiça do Estado não devem arcar com os riscos provocados por problemas de gestão do BRB e espera que uma nova decisão judicial reverta o quadro.

A presidenta Daniela Borges conclui que “a OAB Bahia seguirá atenta e atuante em defesa da sociedade, da advocacia e da Justiça baianas e espera que uma nova decisão judicial venha a reverter a situação, recuperando a segurança dos recursos dos cidadãos e da Justiça baianas”.

 

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