JUSTIÇA


Ministro do STJ afastado por denúncia de assédio continua a receber R$ 100 mil mensais

Remuneração inclui salário de R$ 44 mil e “penduricalhos”, o que contraria decisão do CNJ

Foto: Assessoria/STJ

 

Afastado do cargo há dois meses por denúncia de assédio sexual, o ministro do STJ Marco Buzzi  continua a receber R$ 100 mil líquidos mensais da corte. O montante é composto por salário de R$ 44 mil e penduricalhos — verbas indenizatórias que são uma espécie de bônus por produtividade.

O pagamento de penduricalhos a Buzzi contraria a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), já que magistrados afastados no curso de processos ou sindicâncias não podem receber verbas de natureza indenizatória, temporária ou extraordinária.

Denúncia

Buzzi é acusado de assediar sexualmente uma jovem de 18 anos. O magistrado é amigo dos pais da vítima e hospedou a família em sua casa, em Balneário Camboriú, Santa Catarina.

O episódio aconteceu no mar, em 9 de janeiro. A jovem foi se banhar, em um momento em que Marco Buzzi já estava dentro da água. O ministro, que segundo a acusação estava visivelmente excitado, tentou agarrá-la três vezes.

A jovem conseguiu se desvencilhar, correu em direção à praia e contou aos pais sobre as tentativas de Buzzi de agarrá-la.

O casal de amigos de Buzzi deixou a praia imediatamente e seguiu para São Paulo, onde registrou boletim de ocorrência sobre o episódio em uma delegacia de polícia. A denúncia seguiu para o Supremo Tribunal Federal (STF), já que Buzzi tem foro privilegiado por ser ministro.

(Com informações do g1)