JUSTIÇA


Mendonça tem 37% de aprovação na crise do STF, mais que o dobro dos 16% de Moraes

Levantamento aponta ainda que 73% dos entrevistados dizem conhecer o embate envolvendo os ministros e Daniel Vorcaro

Foto: Nelson Jr./STF

 

O ministro André Mendonça aparece à frente de Alexandre de Moraes na avaliação dos brasileiros sobre a crise que envolve os dois integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14) mostra que 37% dos entrevistados consideram correta a atuação de Mendonça, contra 16% que têm a mesma avaliação sobre Moraes.

A diferença chega a 21 pontos percentuais. Outros 20% dos entrevistados avaliam que os dois ministros estão agindo de forma incorreta, enquanto apenas 2% consideram corretas as ações de ambos. Não souberam ou não responderam à pergunta 25%.

O levantamento também indica que o episódio envolvendo Moraes, Mendonça e o empresário Daniel Vorcaro já é conhecido por 73% dos entrevistados. Outros 27% afirmaram não ter conhecimento do caso que desencadeou o atual embate no STF.

A percepção sobre os ministros varia de acordo com o posicionamento político dos entrevistados. Entre os que se identificam como lulistas, 34% consideram que Moraes está tomando as decisões corretas, enquanto 12% dão essa avaliação a Mendonça. Nesse grupo, 32% não souberam responder.

Entre os bolsonaristas, Mendonça tem a aprovação de 58%. O índice sobe para 67% entre os entrevistados que se identificam como integrantes da direita não bolsonarista.

No grupo que se declara independente, 33% avaliam positivamente a atuação de Mendonça, contra 13% que consideram correta a postura de Moraes. Outros 23% entendem que nenhum dos dois está agindo corretamente.

Impacto nas eleições

A pesquisa também mediu se a crise no STF interfere na decisão dos eleitores para a eleição presidencial. Para 67% dos entrevistados, o episódio não altera a escolha do candidato.

Por outro lado, 22% afirmaram que a crise reforça a intenção de voto que já possuem, enquanto 7% disseram que os acontecimentos podem levá-los a mudar de candidato. Outros 4% não souberam avaliar qual seria o impacto do caso sobre sua decisão eleitoral.

A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 10 e 13 de setembro, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03607/2026.