JUSTIÇA


Juízes do trabalho receberam R$ 1 bilhão acima do teto em 2025

CNJ afirmou que tribunais administram seus respectivos orçamentos

Foto: Divulgação/TST

 

Juízes aposentados e da ativa da Justiça do Trabalho receberam R$ 1 bilhão acima do teto constitucional no ano de 2025. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.

O teto constitucional é de R$ 46,3 mil por mês, mas uma juíza do Trabalho chegou a ganhar R$ 1,7 milhão em dezembro.

Durante o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre supersalários, na quarta-feira (25), a presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT) e juíza do Trabalho aposentada, Cláudia Márcia de Carvalho Soares, defendeu a manutenção de penduricalhos com o argumento de que juízes de primeiro grau pagam despesas de transporte, alimentação e moradia do próprio bolso.

“Não tem carro, paga do seu próprio bolso o combustível, o carro financiado, enfim. Não tem apartamento funcional, não tem plano de saúde, não tem refeitório, não tem água e não tem café”, disse Cláudia sobre a situação de juízes de primeiro grau.

“Desembargador também não tem quase nada, a não ser um carro, mal tem um lanche”, continuou.

O julgamento será retomado em 25 de março. A análise envolve decisões liminares concedidas pelos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que determinaram a suspensão, em todo o país, de parcelas consideradas irregulares.

Até a retomada do julgamento, seguem válidas as decisões individuais. Os ministros também estabeleceram prazo unificado de 45 dias, a partir de 23 de fevereiro, para que os Poderes adotem providências relacionadas às verbas indenizatórias.

Ao explicar o adiamento da conclusão do caso, o presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que a definição da questão exige articulação entre os três Poderes.