JUSTIÇA


‘Estou em estado de profunda tristeza’, diz Cármen Lúcia em sessão extraordinária do STF

Plenário analisa anulação de relatório da Polícia Federal com mensagens entre Alexandre de Moraes e ex-banqueiro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A ministra Cármen Lúcia declarou estar em “estado de profunda tristeza” na sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira 915). O plenário analisa o relatório da Polícia Federal (PF) que reúne mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A magistrada citou tristeza pelo objeto de investigação e pela forma de condução do debate no plenário. O julgamento ocorre em ambiente de tensão entre os integrantes da Corte.

Antes do debate sobre o teor das mensagens, os ministros julgam pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o relatório da PF. O órgão aponta ausência de solicitação prévia do Ministério Público ou da própria corporação.

A PGR afirma também que o ministro André Mendonça determinou a produção do documento sem aval do plenário. Os magistrados divergem obre os efeitos de uma eventual anulação.

Um grupo de ministros avalia o encerramento do caso sem análise das conversas. Outra ala defende a discussão dos elementos apresentados para decidir sobre a abertura de nova investigação.

Na segunda-feira (14), a PF entregou cópias dos dados do celular de Vorcaro aos gabinetes de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes. Mendonça também retirou o sigilo do processo sobre a rede de pagamentos do ex-banqueiro e do Banco Master.

A sessão desta terça-feira (15) registra de ofícios e questionamentos sobre o acesso a provas e a atuação de Mendonça. Os ministros debateram a liberação dos documentos antes do início do julgamento.