JUSTIÇA


Documentos do STF confirmam ação solo em suicídio de Sicário na PF

Conjunto de 17 laudos e 166 imagens de câmeras integra o processo do Banco Master sob relatoria do ministro Edson Fachin

Foto: PM MG

Documentos com sigilo retirado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, agiu sozinho ao cometer suicídio na carceragem da Polícia Federal em Minas Gerais. O material integra a investigação sobre fraudes no Banco Master e reforça a versão divulgada pelas autoridades em março de 2026.

A liberação dos autos ocorreu por determinação do presidente do STF, ministro Edson Fachin. O acervo inclui 166 frames de quatro câmeras de segurança e 17 laudos periciais, com análises toxicológicas e exames nos telefones celulares de agentes.

Segundo a perícia oficial, o investigado “agiu sozinho em seu próprio enforcamento”. O texto conclui que “não se identificam ocorrências de cenas que comprovem instigação, induzimento ou auxílio material” para a prática do ato.

O relatório aponta a existência de três pontos cegos na unidade policial. Contudo, esses pontos não cobrem a área específica do enforcamento, local onde toda a dinâmica teve registro de vídeo.

Sicário foi preso em Belo Horizonte na quarta-feira (4) de março de 2026, por ordem do ministro André Mendonça, na terceira fase da Operação Compliance Zero. A Polícia Federal o apontou como chefe da milícia particular do banqueiro Daniel Vorcaro, responsável por obter dados sigilosos e ameaçar adversários.

Os registros mostram a entrada do detido na sede da Polícia Federal às 8h34. Após procedimentos de revista e retirada de hastes da gola da camisa, ele tentou contato telefônico com a mãe e a irmã por 18 vezes com o aparelho de um agente.

Sicário esteve com os advogados Hermes Vilchez Guerrero e Robson Lucas da Silva no fim da manhã. Às 15h21, após pedir para ir ao banheiro, cometeu o ato, e um dos agentes o encontrou às 15h39.

Socorristas do Samu transportam o preso ao Hospital João 23 logo após a localização na cela. A equipe médica atestou a morte encefálica na sexta-feira (6) de março.