ESPORTE


Clubes da Série A batem receita recorde de R$ 14,9 bilhões, mas dívidas também crescem

Levantamento aponta aumento de 33% na arrecadação em 2025, enquanto endividamento chega a R$ 14,3 bilhões com pressão por investimentos em elencos e salários

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

 

Um levantamento feito pela consultoria Ernst & Young e publicado pela revista Forbes, mostra que os 20 clubes da primeira divisão do Campeonato Brasileiro registraram receita recorde de R$ 14,9 bilhões em 2025, um crescimento de 33% em relação ao ano anterior.

Nas últimas cinco temporadas, a arrecadação acumulada das equipes brasileiras aumentou em 73%, sendo impulsionada principalmente por direitos de transmissão, premiações e venda de atletas.

Por outro lado, o levantamento mostra que o endividamento líquido dos clubes também subiu e atingiu R$ 14,3 bilhões em 2025, alta de 15% em relação ao ano anterior.

Especialistas apontam que o cenário se dá por conta da chamada “inflação da competitividade”, marcada pela escalada nos investimentos em elencos e salários. Os clubes arrecadam mais, porém, acabam gastando mais do que podem.

Entre os endividados, o Corinthians aparece em situação considerada especialmente delicada. O clube paulista acumula obrigações relacionadas ao financiamento da Neo Química Arena, dívidas fiscais e processos trabalhistas.

Outras equipes com dívidas grandes são o Atlético Mineiro, Botafogo e Fluminense.

No caso do Galo, o endividamento líquido equivale a 3,44 vezes a receita anual do clube, mesmo após a transformação em SAF.

O Botafogo convive com o peso das dívidas herdadas da associação civil anterior à SAF.

Já o Fluminense, passou a enfrentar preocupação adicional com a taxação prevista na Lei 224/2025.