ELEIÇÕES


Marcelinho Guimarães ratifica declaração com patrimônio 232 vezes maior e 283% superior ao de 2022

Candidato a suplente de senador na chapa de ACM Neto informou ter R$ 3,3 milhões em bens após campanha apontar erro registro anterior de R$ 14,4 mil

Foto: Reprodução/Instagram/@marceloguimaraesfilho

 

O ex-deputado federal Marcelo Guimarães Filho (Podemos), candidato a suplente de senador na chapa de ACM Neto (União Brasil), declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 3,3 milhões — valor 232 vezes maior que o valor informado anteriormente em razão de um erro no envio de dados, segundo sua equipe de campanha.

Nas informações encaminhadas anteriormente, Marcelo Guimarães Filho aparecia com um modesto patrimônio de R$ 14,4 mil, decorrente de duas aplicações financeiras e um total de R$ 152,9 mil em duas contas bancárias. O montante era 98,3% inferior aos R$ 859,3 mil declarados em 2022, no pleito em que acabou derrotado na tentativa de retornar à Câmara de Deputados.

Em relação àquele ano, o salto, porém, foi de 283,8%.

O patrimônio de Marcelinho é fortemente concentrado em participações societárias, uma delas avaliada em R$ 1,16 milhão, e outras quatro de R$ 291,2 mil cada. Também aparecem uma participação de R$ 500 mil e imóveis, incluindo um lote em Praia do Forte de R$ 293,1 mil e uma sala comercial em Salvador de R$ 73,8 mil.

Empresário e advogado, Marcelo Guimarães Filho, também conhecido como Marcelinho, ocupou de 2009 a 2013 a presidência do Esporte Clube Bahia, cargo do qual foi deposto em 2015, após um conturbado processo de intervenção judicial.

Antes, foi vereador de Salvador (2000-2002) e deputado federal pela Bahia (2003 a 2010) — parte dos dois mandatos como suplente.

Em 2022, concorreu a uma vaga na Câmara pela terceira vez, mas obteve apenas 0,70% dos votos necessários.

Naquela disputa, Marcelinho recebeu pouco mais de R$ 3 milhões para gastos com campanha, entre repasses do fundo partidário e doações de pessoas físicas.