ELEIÇÕES


Marcelinho Guimarães declara apenas R$ 14,5 mil em bens; patrimônio encolheu quase 99% em 4 anos

Dados registrados na Justiça Eleitoral mostram valores expressivamente mais modestos do que o ex-deputado havia informado no pleito de 2022

Foto: Reprodução/Instagram/@marceloguimaraesfilho

 

O ex-deputado federal Marcelo Guimarães (Podemos), 1º suplente do senador e candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos), declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de apenas R$ 14,5 mil. O montante é 98,3% inferior aos R$ 859,3 mil declarados em 2022, no pleito em que acabou derrotado em uma tentativa de retornar à Câmara.

Entre os bens listados à época estavam um lote de terreno de R$ 491,6 mil em um condomínio no litoral norte de Praia do Forte, no município de Mata de São João, e um apartamento residencial no valor de R$ 367,7 mil, no bairro da Pituba, em Salvador.

Na nova declaração, informou um patrimônio expressivamente mais modesto: R$ 14,4 mil decorrentes de duas aplicações financeiras e um total de R$ 152,9 mil em duas contas bancárias.

A reportagem procurou o ex-deputado e aguarda um posicionamento.

Empresário e advogado, Marcelo Guimarães Filho, também conhecido como Marcelinho, ocupou de 2009 a 2013 a presidência do Esporte Clube Bahia, cargo do qual foi deposto após em 2015, após um conturbado processo de intervenção judicial.

Antes, havia sido vereador de Salvador (2000-2002) e deputado federal pela Bahia de 2003 a 2010 —parte de dois mandatos como suplente.

Em 2022, concorreu a uma vaga na Câmara pela terceira vez, mas obteve apenas 0,70% dos votos necessários.

Naquela disputa, Marcelinho recebeu pouco mais de R$ 3 milhões para campanha eleitoral, entre repasses do fundo partidário e doações de pessoas físicas.