ELEIÇÕES


Lula e Flávio percorrem o país e concentram últimos atos de campanha em SP, MG e RJ

Candidatos tentam conquistar eleitores indecisos, atrair votos de adversários derrotados no primeiro turno e reduzir a abstenção

Fotos: Fernando Frazão/Agência Brasil e Ricardo Stuckert/PR

 

Na última semana antes do segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) devem intensificar as viagens pelo país e concentrar os últimos atos de campanha em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os três maiores colégios eleitorais do país. Em uma disputa apertada, segundo as pesquisas, os dois candidatos tentam conquistar eleitores indecisos, atrair votos de adversários derrotados no primeiro turno e reduzir a abstenção, que atingiu 21,08% na primeira votação, o equivalente a 33,5 milhões de pessoas. A informação é do jornal O Globo.

De acordo com a publicação, Flávio começará a semana pelo Norte. Nesta segunda-feira, participa de uma motocarreata em Marabá, no Pará, e segue para Manaus, no Amazonas, onde tem um ato de campanha. A passagem pelos dois estados faz parte da tentativa de aproveitar os palanques regionais e manter a mobilização dos apoiadores do senador na reta final.

Na terça-feira (19), Flávio tem previsão de visitar Palmas, no Tocantins, mas o compromisso ainda depende de confirmação. Para quarta-feira, estão previstas agendas no Maranhão e em Fortaleza, no Ceará. Na quinta-feira, a programação inclui um ato no Recife, em Pernambuco, com a participação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos principais aliados do senador na mobilização de apoiadores.

A partir de sexta-feira (23), Flávio deverá concentrar os compromissos no Sudeste. O candidato tem previsão de agenda no Rio de Janeiro, onde também está marcado o último debate presidencial, na TV Globo. No sábado, véspera da eleição, a programação inclui atos em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, e no Rio, numa tentativa de reforçar a mobilização nos dois estados antes da abertura das urnas.

No domingo(25), Flávio deve amanhecer no Rio de Janeiro, onde votará acompanhado da mulher, Fernanda. A previsão é que retorne a Brasília durante a tarde para acompanhar a apuração, repetindo o roteiro adotado no primeiro turno. Parte da equipe de campanha deverá se reunir no comitê instalado no Lago Sul, na capital federal.

Lula encerra campanha em São Paulo; Flávio Bolsonaro termina no Rio de Janeiro

Lula também terá uma agenda de viagens pelo país, com compromissos no Sul, Nordeste e Sudeste. Nesta segunda-feira, o presidente vai a Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Na terça-feira (20), a programação prevê passagens por São Luís, no Maranhão, e Petrolina, em Pernambuco, em uma tentativa de reforçar a mobilização dos eleitores na região.

A equipe do petista também avalia uma viagem a Belo Horizonte, em Minas Gerais, estado considerado estratégico para a disputa presidencial. Para sábado, a previsão inicial é que Lula participe de uma caminhada pela manhã no Rio de Janeiro e de outra à tarde em São Paulo, encerrando a campanha com atos nos dois maiores colégios eleitorais do país.

Além das viagens, Lula deverá realizar em Brasília uma cerimônia para apresentar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a gratuidade do transporte público aos fins de semana. Anunciada na semana passada, a iniciativa integra a estratégia do presidente de associar sua candidatura a medidas de impacto direto sobre o cotidiano dos eleitores, em meio à disputa com Flávio pelo protagonismo em pautas sociais e econômicas.

A mobilização de quem não compareceu às urnas no primeiro turno é uma das principais preocupações das duas campanhas. Com 33,5 milhões de eleitores ausentes na primeira votação, os grupos avaliam que a capacidade de levar apoiadores às urnas poderá ser decisiva em uma disputa marcada pela proximidade nas pesquisas.

No entorno de Lula, uma das prioridades é estimular a participação dos eleitores com mais de 70 anos, para os quais o voto é facultativo. Já a campanha de Flávio busca evitar a desmobilização de apoiadores em estados onde as disputas pelos governos locais terminaram no primeiro turno, como São Paulo e Rio de Janeiro. A preocupação é que, sem uma eleição estadual em andamento, parte do eleitorado tenha menos incentivo para voltar às urnas no próximo domingo.