ELEIÇÕES


Flávio agiu como ‘moleque’ em debate e foge do desafio de abrir sigilo fiscal, diz deputado aliado de Lula

Para Robinson Almeida (PT), o candidato do PL desrespeitou o confronto de ideias e o público que acompanhava a transmissão da Band

Foto: Vitor Pereira/MundoBA

 

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) afirmou nesta segunda-feira (19) que o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) agiu como um “moleque” durante debate protagonizado com o presidente Lula (PT) na TV Band, na noite de domingo (18). Para o parlamentar baiano, o confronto evidenciou a diferença entre os projetos políticos apresentados pelos dois candidatos.

Robinson Almeida disse que Flávio também fugiu da transparência ao não aceitou desafio proposto por Lula de abrir os sigilos fiscal e telefônico dele e da família. “O debate da Band esta noite não deixou dúvidas: Lula é o mais preparado e único capaz de conduzir os destinos do Brasil, com democracia, desenvolvimento e soberania”, declarou.

Na avaliação do petista, Lula apresentou propostas voltadas à proteção da classe trabalhadora, ao fortalecimento do setor produtivo e da geração de empregos, à ampliação dos investimentos em saúde e educação e ao enfrentamento dos desafios da segurança pública. O deputado também destacou a defesa da democracia e da soberania nacional como pilares do projeto do presidente.

“Lula provou, no debate, que é o único capaz de conduzir os destinos do Brasil com as melhores propostas para o povo brasileiro”, disse.

Segundo o parlamentar, o candidato do PL adotou uma postura inadequada em diversos momentos do debate, desrespeitando o confronto de ideias e o público que acompanhava a transmissão.

“O candidato Bolsonaro comprovou também não ter estatura para ocupar o principal cargo do Brasil. Agiu, no debate, como moleque em vários momentos, desrespeitando o debate, os telespectadores. Ele também foi incapaz de responder às perguntas ou formular um argumento”, afirmou.

Almeida comparou a postura do candidato do PL à de Fernando Collor de Mello, na década de 1990, e disse que Flávio apresentou “argumentos superficiais, sem propostas objetivas” capazes de demonstrar como pretende conduzir o país. “O resultado desse modelo de candidatura o Brasil já conhece, e não vai cair novamente nessa armadilha que levou nosso país para o abismo.”

O confronto promovido pelo Grupo Bandeirantes foi o primeiro no segundo turno. Com duração total de 1h45, foi dividido em três blocos em que se debateu sobre segurança pública, economia, saúde, corrupção e relações com os Estados Unidos.