ELEIÇÕES


Flávio gasta mais de três vezes o valor investido por Lula em impulsionamento de redes sociais

Dados parciais do TSE mostram diferença nos investimentos em publicidade digital

Foto: Assessoria/Campanha de Flávio Bolsonaro

 

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) destinou mais de R$ 9 milhões ao impulsionamento de publicações nas redes sociais, enquanto a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) investiu cerca de R$ 2,6 milhões na estratégia. Os valores constam nas declarações parciais de prestação de contas disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo apuração do analista de Política da CNN Matheus Teixeira.

Os registros são atualizados ao longo do período eleitoral e permitem acompanhar parte dos gastos declarados pelas campanhas antes da divulgação da prestação de contas definitiva, prevista para depois das eleições.

A legislação eleitoral estabelece limites para o uso de publicidade paga na internet. O impulsionamento deve ser contratado pelos próprios candidatos, partidos ou representantes autorizados e não pode ser utilizado para promover ataques a adversários. A ferramenta pode ser empregada para divulgar propostas, realizações e informações sobre a trajetória dos candidatos.

Segundo Matheus Teixeira, o recurso funciona como uma modalidade de publicidade digital: as equipes das campanhas direcionam os conteúdos a públicos específicos para ampliar sua distribuição. Em geral, o investimento permite alcançar mais usuários, embora o compartilhamento espontâneo e o engajamento dos apoiadores também influenciem a circulação das publicações.

Além da publicidade nas plataformas digitais, as campanhas registraram despesas com agências de comunicação e escritórios de advocacia. Os valores disponíveis neste momento são parciais e podem mudar até a entrega das contas finais à Justiça Eleitoral.

O investimento em impulsionamento também ocorre em meio a questionamentos sobre a distribuição de conteúdo nas plataformas da Meta, empresa responsável pelo Facebook e pelo Instagram.

A companhia negou ter favorecido candidatos após questionamentos relacionados ao funcionamento de seus sistemas de recomendação. O caso ganhou repercussão diante de apontamentos sobre possíveis diferenças na distribuição de publicações ligadas a Lula e a Flávio Bolsonaro, que levantaram dúvidas sobre o alcance dos conteúdos políticos nas redes.

O debate envolve o papel das plataformas digitais na circulação de informações durante as eleições e a necessidade de transparência sobre os critérios utilizados para recomendar ou restringir publicações de interesse político.

Com informações da CNN Brasil