ECONOMIA


União Europeia mantém Brasil fora de lista para exportações pecuárias

Bloco europeu alega falta de garantias sobre o cumprimento de exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal

Foto: Imagem IA

 

A Comissão Europeia manteve o Brasil fora da lista de países considerados aptos a atender às novas exigências sanitárias da União Europeia para a importação de animais e produtos de origem animal destinados ao consumo humano. A atualização da regulamentação foi publicada nesta quinta-feira (5).

Segundo o bloco europeu, a decisão foi tomada porque não foram apresentadas informações suficientes que comprovem que o Brasil conseguirá implementar, até setembro de 2026, as medidas exigidas pela legislação relacionada ao uso de antimicrobianos na produção animal.

As novas regras proíbem a utilização de determinados antibióticos considerados essenciais para a saúde humana e restringem o uso de medicamentos antimicrobianos para promover crescimento ou aumentar a produtividade de animais destinados à produção de alimentos.

A medida afeta produtos relevantes da pauta exportadora brasileira para o mercado europeu, como bovinos, equinos, aves, produtos de aquicultura, mel e tripas animais. A União Europeia busca reforçar o combate à resistência antimicrobiana, considerada uma das principais ameaças à saúde pública global.

Apesar da decisão, a regulamentação não representa uma suspensão imediata das exportações brasileiras. As novas exigências passarão a valer apenas em 3 de setembro de 2026, período durante o qual o governo brasileiro ainda poderá negociar com as autoridades europeias e apresentar novas informações para demonstrar adequação às normas.

Nas últimas semanas, representantes do Ministério da Agricultura intensificaram as tratativas com Bruxelas. Entre as iniciativas apresentadas está um protocolo de certificação para bovinos livres de antimicrobianos, com rastreamento dos animais desde o nascimento até o abate.

O governo brasileiro também propôs um período de transição para adaptação às exigências europeias, mas a sugestão não obteve apoio das autoridades da União Europeia.

Com informações da CNN Brasil