ECONOMIA


Petrobras nega defasagem nos preços e anuncia alta de 96,8% no lucro do 2T26

Balanço da companhia foi divulgado na noite de quinta-feira (6) e reportou alta no lucro líquido em relação ao mesmo período do ano passado

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 

Fernando Melgarejo, diretor financeiro da Petrobras, afirmou em entrevista ao CNN Money, nesta sexta-feira (7), que a companhia não observa uma defasagem no preço dos combustíveis e que esse fator não influenciou os resultados do 2º trimestre da estatal.

“A gente não vê essa defasagem, vide os resultados que divulgamos e nossas perspectivas futuras. Não há esse efeito nos preços, está tudo contabilizado”, afirmou.

O balanço da companhia foi divulgado na noite de quinta-feira (6), e reportou um lucro líquido de R$ 52,4 bilhões atribuído aos seus acionistas no segundo trimestre de 2026, alta de 96,8% em relação aos R$ 26,7 bilhões apurados no mesmo período do ano passado e recorde para a companhia.

Segundo Melgarejo, o resultado do lucro não recorrente de R$55,8 bilhões é o terceiro maior para a companhia, um avanço de 40,5% sobre os R$23,2 bilhões registrados entre abril e junho de 2025.

O resultado, de acordo com o balanço divulgado, foi impulsionado principalmente pela elevação do preço do petróleo, pelo aumento da produção e pelo crescimento das exportações.

“Estamos operacionalmente muito bem”, constatou o diretor financeiro, que também acrescentou que a companhia chegou a marca de 2,7 milhões de barris por dia, mais uma marca histórica para a companhia.

O desempenho foi favorecido pela cotação média do petróleo Brent, que subiu 54,1%, de US$67,82 para US$104,52 por barril em decorrência da guerra no Oriente Médio. “Temos tido mais demanda desde o conflito”, afirmou o CFO.

O diretor financeiro acrescentou que 2026 deve ser um ano de recordes financeiros ancorados pela produtividade da companhia.