ECONOMIA


Lula quer desonerar folha e rever gasto obrigatório em 4º mandato, diz porta-voz econômico

Dario Durigan afirma que eventual novo governo petista também pretende discutir mudanças na tributação corporativa

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o presidente Lula (PT) quer fazer uma desoneração da folha de pagamentos para reduzir o custo trabalhista das empresas, caso seja reeleito para um quarto mandato. Escalado como porta-voz econômico da campanha petista, Durigan deu a declaração em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

Segundo ele, a proposta prevê a migração da tributação da folha para o faturamento para todos os setores.

“Estou disposto a discutir a questão da migração da tributação da folha para algum outro parâmetro, como faturamento. Qual é o problema da desoneração da folha que a gente lutou para acabar e conseguimos? Ela escolheu os setores. Está na hora de fazer uma discussão de reforma tributária mais geral da tributação corporativa”, disse.

Questionado sobre como seria a compensação, Durigan explicou: “Você tira da folha de pagamento dos salários, para não onerar a contratação de empregado, e poderia ter uma troca, sem perda ou ganho de arrecadação, para o faturamento das empresas. Esse é um debate factível. Estabelecer uma alíquota efetiva [também] é uma boa técnica para tributação. Eu ouço muita gente falar ‘meu setor paga 34%, ou paga mais de 40% no agregado de Imposto de Renda e CSLL’. Aí você discute criar uma alíquota efetiva, sem fazer dedução, sem considerar prejuízo de 15%, esses setores falam não”.

De acordo com o ministro, a aplicação de uma alíquota efetiva poderia ser adotada para diferentes setores da economia, incluindo instituições financeiras. “A gente vai trabalhar com uma alíquota efetiva. Ou para outro setor. E cria uma regra de fácil verificação”, afirmou.