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EUA cortam tarifa de carne bovina e Brasil prevê ganho nas exportações

Decreto norte-americano reduz imposto para USD 44 por tonelada em cota temporária de 300 mil toneladas

Foto: Reprodução/Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária projeta o aumento nas vendas de carne bovina brasileira para os Estados Unidos. A mudança ocorre após o governo norte-americano ampliar a cota de importação da aparas magras do produto por 90 dias, a partir de 1° de setembro.

O decreto assinado pelo presidente Donald Trump adiciona 300 mil toneladas ao limite tarifário preferencial. Com a regra, o imposto cobrado cai alíquota regular de 26,4% para USD 44 por tonelada.

“A vantagem econômica da cota é significativa e o Brasil tem condições de se beneficiar de grande parte dela. A tarifa de importação aplicada atualmente é de 26,4%. Para as 300 mil toneladas incluídas na cota, a tarifa será de USD 44 / tonelada”, afirmou o ministério em nota.

A medida beneficia países sem cotas específicas fixadas com os EUA, grupo que inclui Brasil, Paraguai e Irlanda. O insumo serve como matéria-prima para a fabricação de carne moída no mercado americano.

As autoridades dos Estados Unidos vão fiscalizar o valor das cargas importadas dentro da cota. O descumprimento do desconto mínimo de 25% em relação ao preço do mercado local pode causar o cancelamento do volume restante do benefício.

A pasta governamental brasileira atuará em conjunto com os exportadores para ocupar o espaço aberto no comércio externo. “O Mapa seguirá acompanhando a implementação da medida e seus impactos sobre o comércio internacional de carne bovina, em articulação com o setor produtivo e exportador brasileiro, visando identificar oportunidades e apoiar a ampliação da presença da carne bovina brasileira em mercados estratégicos”, declarou o ministério.