ECONOMIA


Dívida externa do Brasil cresceu R$ 4,5 tri durante 3º mandato de Lula, alerta economista

Segundo Bruno Musa, quando o presidente Lula assumiu o governo em janeiro de 2023, a dívida internacional do país estava em R$ 7 trilhões

Foto: José Cruz/Agência Brasil

 

O economista Bruno Musa fez um alerta, nesta quinta-feira (22), para a deterioração das contas públicas brasileiras e destacou que a dívida bruta do país atingiu R$ 11,5 trilhões, ante R$ 7 trilhões no início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Musa detalhou que a dívida externa superou as reservas internacionais de US$ 350 bilhões, fazendo com que o Brasil perdesse a posição de credor internacional obtida há quase duas décadas.

“O que aconteceu agora é que 3 4% da nossa dívida total é em dólar, então isso é uma segurança. Só que o que acontece, as reservas internacionais do Brasil, que estão por volta de US$ 350 bilhões, foram superadas pelo montante de dívida que o Brasil tem agora em dólar. Essa proporção de R$ 11,5 trilhões da dívida brasileira. Vale lembrar que quando o Lula assumiu o Lula 3, a dívida era de R$ 7 trilhões, tá em R$ 11,5 tri, em 4 anos”, explicou Musa em entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan News.

Para Musa, a atual situação é considerada como “alarmante” e precisa de uma mudança emergencial. “Essa dívida externa ainda tá num patamar muito tranquilo frente ao total da dívida. O grande perigo que nós estamos vendo é o total dessa dívida já de R$ 11,5 trilhões, que já está em 90% do PIB, segundo a métrica do FMI. Então a situação ela é muito, alarmante no campo fiscal. A gente precisa de uma mudança urgente.

“Agora, claro, como a dívida externa cresceu em dólar, apesar de não ser ainda um risco iminente, como eu expliquei, se o PT continua gastando, o real continua perdendo valor, essa dívida em dólar explode”, completou.

Confira a declaração do especialista