ECONOMIA


Acordo comercial proposto por Flávio demoraria a acontecer, diz economista

Para Roberto Dumas, tratado dependeria da disposição dos norte-americanos e teria que ocorrer no âmbito do Mercosul

Foto: Reprodução/YouTube

 

Segundo o economista Roberto Dumas, a proposta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de incluir o Brasil em um acordo de livre-comércio com Estados Unidos, México e Canadá pode trazer benefícios econômicos, mas dificilmente seria concretizada em um primeiro mandato presidencial. 

Durante participação no Jornal da Oeste Primeira Edição desta quinta-feira, 9, Dumas afirmou que um eventual tratado dependeria também da disposição dos norte-americanos.

“É dificil falar que esse acordo de livre-comércio vai ser alcançado já no primeiro governo”, afirmou, em referência a um eventual mandato de Flávio como presidente da República.

O comentário ocorreu um dia depois de Flávio Bolsonaro defender a criação de um bloco comercial inspirado no antigo Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), que reuniria Brasil, Estados Unidos, México e Canadá. 

Segundo o senador, a complementaridade entre as economias abriria uma “avenida de oportunidades” para atrair investimentos americanos ao Brasil.

Na avaliação de Dumas, acordos de livre-comércio tendem a beneficiar a economia ao ampliar a concorrência e reduzir custos para consumidores. O economista criticou políticas protecionistas voltadas à preservação de setores específicos da indústria.

“Eu prejudico 5 mil empregos, mas ao mesmo tempo prejudico 215 milhões de brasileiros que vão ser obrigados a comprar uma coisa mais cara e pior”, afirmou. “Não é melhor fazer um acordo de livre-comércio e comprar uma mercadoria mais barata e melhor?”

Apesar de defender a ampliação dos acordos comerciais, o economista afirmou que uma negociação direta entre Brasil e Estados Unidos tende a enfrentar obstáculos. Na avaliação dele, um eventual entendimento provavelmente teria que ocorrer no âmbito do Mercosul, exigindo consenso entre os países do bloco.