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TST determina que Correios mantenham 80% dos funcionários durante greve

Presidente do tribunal considerou serviço essencial e citou possíveis impactos do movimento no período eleitoral de 2026

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

 

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que os Correios mantenham pelo menos 80% dos trabalhadores em atividade durante a greve da categoria. A decisão foi tomada no sábado (12) pelo presidente do tribunal, ministro Vieira de Mello Filho, após a estatal recorrer à Corte para garantir o funcionamento mínimo dos serviços.

Na decisão, o ministro considerou que os serviços prestados pelos Correios são essenciais e avaliou que a paralisação pode ampliar os impactos sobre a população em razão do período eleitoral. A empresa considera a greve abusiva.

Segundo Vieira de Mello Filho, a atuação dos Correios ganha importância diante dos compromissos mantidos pela estatal com órgãos públicos e empresas privadas relacionados às eleições de 2026, que já estão em período de campanha.

“A atividade essencial desenvolvida pela suscitante se agiganta em face dos compromissos assumidos com entes públicos e privados relacionados ao pleito eleitoral de 2026, cujo período de campanha encontra-se em curso, o que agrava os impactos à sociedade do movimento paredista”, afirmou o ministro.

A paralisação começou na quinta-feira (10) e os trabalhadores reivindicam a aprovação do acordo coletivo de trabalho referente ao período de 2025/2026 e criticam o modelo de reestruturação apresentado pelos Correios.

Entre as medidas contestadas pela categoria estão o fechamento de agências e a redução de distritos postais. Os sindicatos também afirmam que os trabalhadores não devem ser responsabilizados pela situação financeira enfrentada pela estatal.