ECONOMIA


Ibovespa sofre queda histórica de 18,12% após resultado eleitoral

Bolsa paulista registra o pior desempenho semanal desde o início da pandemia da Covid, impulsionada pela reprecificação do mercado financeiro

Foto: Reprodução/Freepik

O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (30) com a maior queda semanal desde 20 de março de 2020. O índice de referência caiu 0,75% no dia, aos 167.921,80 pontos, e acumulou uma perda de 18,12% na semana. O movimento reflete a reprecificação das ações após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O chefe de alocação de investimentos da GT Capital, Nicolas Gass, explicou a reação do mercado. “O ponto central é que o mercado tinha apostado numa troca de governo e numa virada fiscal… Com a reeleição do Lula, essa aposta foi desmontada de uma vez”, afirmou.

O mercado financeiro projetou mudanças no cenário econômico após o senador Flávio Bolsonaro (PL) liderar o primeiro turno da eleição presidencial no início de outubro. Segundo Gass, a continuidade da atual gestão afasta a expectativa de alteração nas contas públicas. Esse cenário empurra os juros longos para cima e dificulta cortes mais agressivos da Selic.

Os investidores estrangeiros retiraram R$ 7,6 bilhões do mercado secundário da B3 nos três primeiros pregões da semana. Apesar da saída recente da capital, o saldo anual permanece positivo e alcança quase R$36 bilhões.

As ações de grandes empresas acompanharam a volatilidade econômica do país com fortes quedas em diversos setores. Os papéis da Usiminas caíram 8,59%, a CSN recuou 8,49% e as units do BTG Pactual perderam 4,66%. Em contrapartida, a Petrobras subiu 0,98% e a Vale avançou 3,28% motivadas por fatores internos das companhias.

A partir de terça-feira, a B3 altera os horários de negociação devido ao fim do horário de verão nos Estados Unidos, na Alemanha e na Inglaterra. O pregão terá sua duração ampliada em uma hora e terminará às 18h.